É engraçado como as coisas são. Engraçado pra quando estamos de bom humor, revoltante pra quando estamos de mau humor.
A revolta geralmente tende a acontecer pela ignorância. Mas é uma ignorância parcial. Um olho fechado e outro aberto. Ter os olhos abertos significa saber o que é importante. Ter os dois olhos abertos é uma alusão a saber a importância da totalidade, ou a totalidade do importante. Ter apenas um dos olhos abertos é reconhecer a importância de apenas metade das coisas que deveriam ser reconhecidas como importantes.
Voltando à graça das coisas, é dito que THC inibe a memória imediata. É de fato científicamente comprovado que o cérebro funciona diferentemente sob efeito da maconha, mas acredito eu que os termos normalmente usados para descrever o estado alterado de consciência produzido pelos canabinóides são confusos e inadequados. Perder a memória é um termo muito abrangente e generalizante e ao meu ver deveria apenas ser usado para casos extremos, como por exemplo para descrever o que alguém que sofre de Alzheimer experiencia. Ou então o que muitos experienciam através do uso exagerado de álcool.
O que acontece com os usuários de maconha é completamente diferente. Eles se esquecem de coisas? Sim. Porém esquecem-se apenas do que não é importante. E isso acontece apenas com quem precisa lembrar do que é realmente importante. Quem não precisa ser relembrado do que é importante não esquece de absolutamente nada.
A planta força a abertura dos olhos. E pra quem tende a andar de olhos fechados a primeira análise sobre o novo estado é de que há algo errado, as coisas não são como eram antes e isso assusta quem não está acostumado a experimentar mudanças.
Freqüentemente usuários de maconha são tachados como "lentos". Mas o que realmente se passa? A pessoa sob efeito da cannabis está apenas muito concetrada no que é importante. Quando outra pessoa intervém ou a julga como sendo "lenta" está de certa forma obrigando-a a prestar atenção no que não é importante. O próprio julgamente é prova de que a pessoa que o faz está prestando atenção no que não é importante (e daí que o outro está "lento"?). Já reparou como monges são também "lentos"? Porém quando estamos tratando de monges usamos as palavras "zen", "calma", "tranqüilidade". Por que os mesmos termos não podem ser usados para os usuários de maconha?
Então, quando cientistas dizem que a memória é perdida quando se está sob efeito da maconha, que memória exatamente está sendo perdida? O que estamos esquecendo? Estamos esquecendo de que precisamos trabalhar e ganhar dinheiro? De que precisamos sustentar o sistema? Estamos esquecendo de que não somos livres? De que somos escravos dos grandes poderes que fazem o mundo ser o que é? Estamos esquecendo do quão miserável somos? Estamos esquecendo de que não somos donos das nossas próprias vidas? Sim, estamos esquecendo disso tudo. Isso tudo que nunca deveria ter sido aprendido, que nunca deveria ter sido tomado como verdade.
Pra acabar com todo esse desentendimento sobre a maconha por que não começamos a nos referir a ela como algo que nos relembra em vez de algo que nos faz esquecer? Ela nos relembra do que é realmente importante. E o que é importante? O importante é que estamos aqui.
Wednesday, March 25, 2009
Thursday, January 1, 2009
Ano novo.
Sinto-me horrível, péssimo, como acho que nunca me senti antes.
Tenho milhões de sensações desagradáveis no meu corpo que não sei como fazer ir embora.
Porém foi a melhor coisa que poderia ter acontecido.
Nada poderia ter sido melhor do que perceber que sofro tão terrívelmente.
Só assim para que eu possa cuidar de mim mesmo e deixar finalmente de sofrer.
Não será tarefa rápida, fácil, nem simples.
Mas é o que quero, e quando se quer não existe fácil nem difícil, apenas existe.
Sei muito.
Mas não sei falar sobre o que sei.
Então ainda tenho muito a saber antes de sair falando.
Mas falo porque acredito que o falar ajuda a construir.
Não falo para ninguém a não ser para mim mesmo, que "egocêntricamente" acredito no meu próprio potencial.
Se existem outros eus por aí que também acreditam no próprio potencial, que isto lhes sirva, pois de muito me serviu.
Tenho milhões de sensações desagradáveis no meu corpo que não sei como fazer ir embora.
Porém foi a melhor coisa que poderia ter acontecido.
Nada poderia ter sido melhor do que perceber que sofro tão terrívelmente.
Só assim para que eu possa cuidar de mim mesmo e deixar finalmente de sofrer.
Não será tarefa rápida, fácil, nem simples.
Mas é o que quero, e quando se quer não existe fácil nem difícil, apenas existe.
Sei muito.
Mas não sei falar sobre o que sei.
Então ainda tenho muito a saber antes de sair falando.
Mas falo porque acredito que o falar ajuda a construir.
Não falo para ninguém a não ser para mim mesmo, que "egocêntricamente" acredito no meu próprio potencial.
Se existem outros eus por aí que também acreditam no próprio potencial, que isto lhes sirva, pois de muito me serviu.
Tuesday, December 23, 2008
Vontades.
Apenas quero esquecê-las, quero me livrar.
A pressão que eu ponho em mim mesmo para concretizá-las é ridiculamente sufocante.
O sofrimento da não-concretização dessas vontades parece ser absurdamente maior do que a realização das mesmas.
Essas vontades, que formam uma corrente interminável de insuficiência, sempre estarão suscetíveis à não-concretização. Sempre existirão aquelas vontades que trarão um sentimento agoniante muito mais forte e intenso do que o sentimento de realização de outras vontades.
A extinção do conjunto total de vontades, as concretizadas e as não-concretizadas, onde o sofrimento prevalece pela existência das não-concretizadas, é a melhor solução que consigo encontrar.
O problema está em como concretizar a última vontade. A de não ter mais vontades.
Existe um método não-despessoalizador?
Ps: É esquisito como eu quero muito continuar a ser eu mesmo. Nem sequer sei quem sou, mas sinto-me preso a essa idéia de individualidade que supostamente me transforma em um ser único. Sou contraditório quando digo que quero não ter vontades mas que quero um método não despessoalizador. Básicamente estou dizendo que quero mudar mas não quero. Medo ou hipocrisia?
A pressão que eu ponho em mim mesmo para concretizá-las é ridiculamente sufocante.
O sofrimento da não-concretização dessas vontades parece ser absurdamente maior do que a realização das mesmas.
Essas vontades, que formam uma corrente interminável de insuficiência, sempre estarão suscetíveis à não-concretização. Sempre existirão aquelas vontades que trarão um sentimento agoniante muito mais forte e intenso do que o sentimento de realização de outras vontades.
A extinção do conjunto total de vontades, as concretizadas e as não-concretizadas, onde o sofrimento prevalece pela existência das não-concretizadas, é a melhor solução que consigo encontrar.
O problema está em como concretizar a última vontade. A de não ter mais vontades.
Existe um método não-despessoalizador?
Ps: É esquisito como eu quero muito continuar a ser eu mesmo. Nem sequer sei quem sou, mas sinto-me preso a essa idéia de individualidade que supostamente me transforma em um ser único. Sou contraditório quando digo que quero não ter vontades mas que quero um método não despessoalizador. Básicamente estou dizendo que quero mudar mas não quero. Medo ou hipocrisia?
Monday, December 8, 2008
Sorriso rasgado.
Foi intenso
Violento
Porém básicamente agradável e necessário
Foi como arrombar as portas do mais belo jardim
que havia sido assíduamente e repetidamente selado
Lacrado a ponto de formar uma espessa camada
do que parecia ser apenas parte da montanha
Da montanha
Da serra
Do planalto
Da superfície
Nulo, neutro, opaco
E o jardim engoliu a montanha
Não existia mais jardim, tão pouco montanha
Existia apenas um
Um de infinitas multiplicidades
Constante, eterno
Observador
Sorriso rasgado
Entretenimento forçado
Respeitado e muito apreciado
Violento
Porém básicamente agradável e necessário
Foi como arrombar as portas do mais belo jardim
que havia sido assíduamente e repetidamente selado
Lacrado a ponto de formar uma espessa camada
do que parecia ser apenas parte da montanha
Da montanha
Da serra
Do planalto
Da superfície
Nulo, neutro, opaco
E o jardim engoliu a montanha
Não existia mais jardim, tão pouco montanha
Existia apenas um
Um de infinitas multiplicidades
Constante, eterno
Observador
Sorriso rasgado
Entretenimento forçado
Respeitado e muito apreciado
Wednesday, November 19, 2008
Minha mente é uma tempestade.
Agitada e caótica.
Porém, muito bela quando se está protegido dela, quando apenas a observo.
Sei me proteger, sei apenas observar sem nela me meter.
Mas alguma coisa me atrai para o centro da tempestade.
Alguma coisa nos luminosos raios faz eu querer chegar perto e me envolver no caos.
No entanto, além de ficar completamente e desconfortávelmente encharcado, corro o risco de ser eletrocutado.
No final os danos e o desconforto nunca valem o impulso do envolvimento.
Mas eu continuo me envolvendo, como se a força que me atrai apagasse a memória e o entendimento de que apenas sentirei desconforto ao me envolver.
Vivo então nessa voluptuosa transmutação de sabedoria e ignorância.
O observar e apreciar da beleza e a vontade de tê-la ou fazer parte dela.
Sou dois em um.
Manifestação finita do infinito.
Porém, muito bela quando se está protegido dela, quando apenas a observo.
Sei me proteger, sei apenas observar sem nela me meter.
Mas alguma coisa me atrai para o centro da tempestade.
Alguma coisa nos luminosos raios faz eu querer chegar perto e me envolver no caos.
No entanto, além de ficar completamente e desconfortávelmente encharcado, corro o risco de ser eletrocutado.
No final os danos e o desconforto nunca valem o impulso do envolvimento.
Mas eu continuo me envolvendo, como se a força que me atrai apagasse a memória e o entendimento de que apenas sentirei desconforto ao me envolver.
Vivo então nessa voluptuosa transmutação de sabedoria e ignorância.
O observar e apreciar da beleza e a vontade de tê-la ou fazer parte dela.
Sou dois em um.
Manifestação finita do infinito.
Sunday, November 16, 2008
Sinto que falta algo.
Se faço o que muitos consideram ignorância ou auto-destrutivo é porque sinto que falta algo.
E ao praticar o que superficialmente parece ser ignorante e auto-destrutivo, verdadeiramente estou apenas botando de lado essa minha sensação de desconforto.
Não quer dizer que o desconforto sumirá de vez, mas enquanto não acho este algo que me falta, é uma boa alternativa distair-me com poderosos artifícios.
Mas o que é que me falta e como achá-lo? Essa é a questão fundamental que me assola nas minhas horas vagas, quando estou exausto de tentar desviar do problema.
Depois de muito pensar e intelectualizar sobre a questão, analisando a minha própria vida e a vida de outras pessoas, cheguei à conclusão de que pensar e intelectualizar não é o suficiente.
É preciso haver um eqüilíbrio. Não é só de racionalidade que vive o homem, mas também de sentimentos, de envolvimento emocional e afetivo, coisa que é muito difícil de ser racionalizada (já que envolve a nossa essência biológica e evolutiva, nossos princípios cultivados culturalmente e uma realidade abstrata não palpável).
Sendo mais claro e objetivo, falta-me uma namorada.
Uma companheira de aventuras, que saiba ensinar e aprender.
Que admire e que eu consiga admirar.
Mas eis que surge o grande problema.
Dizem que namorada não se procura, que ela há de aparecer quando você menos espera.
Mas como eu posso não esperar por aquela única coisa que me falta?
Parece que volto assim à questão das práticas auto-destrutivas e segue pela lógica a minha auto-destruição na tentativa de não esperar aquilo que mais quero.
Um desperdício de vida seria aceitar essa lógica que me joga num ciclo vicioso de não-realizamento.
Então vamos analisar o que realmente significa a idéia de não se procurar por namoradas.
Penso eu que o motivo de tal repreendimento é pelo fato de que ao estarmos procurando, surge um filtro por nossa parte. Este filtro torna-nos um avaliador e examinador da possibilidade de uma pessoa do sexo oposto ser uma namorada, ou alguém interessante.
Uma pessoa interessante sendo aquela que já descrevi.
Sabe ensinar, aprender e admirar.
(É claro que meu interesse não se restringe ao lado subjetivo, não-físico. O físico é importante. Uma pessoa que não se cuida e não se ama deixa de ser atraente. Já que aparentemente é incapaz de amar a si mesmo a ponto de não cuidar-se com carinho é provável que tenha dificuldade em amar outras coisas e outras pessoas também, sendo amor um sentimento além daquele sentimento egoísta convencional que costuma ser mal-entendido como amor).
O triste é que ligando o tal filtro à procura de alguém interessante, descobrimos que estes são raros. E dentro desse grupo de raridade, mais raro ainda são aqueles que buscam o mesmo que você, que também sentem a falta do mesmo algo.
A solução a que chego então é que devo continuar procurando e me auto-destruindo quando a procura começar a exaurir minhas esperanças e motivações. A auto-destruição é nada mais do que uma renovação. Um recomeço para a contínua busca.
Chegando ao precipício da frustração, uso de tal práticas auto-destrutivas para que eu seja levado ao próximo terreno em que o inesperado me espera, seja esse outro precipício ou um fabuloso castelo.
E ao praticar o que superficialmente parece ser ignorante e auto-destrutivo, verdadeiramente estou apenas botando de lado essa minha sensação de desconforto.
Não quer dizer que o desconforto sumirá de vez, mas enquanto não acho este algo que me falta, é uma boa alternativa distair-me com poderosos artifícios.
Mas o que é que me falta e como achá-lo? Essa é a questão fundamental que me assola nas minhas horas vagas, quando estou exausto de tentar desviar do problema.
Depois de muito pensar e intelectualizar sobre a questão, analisando a minha própria vida e a vida de outras pessoas, cheguei à conclusão de que pensar e intelectualizar não é o suficiente.
É preciso haver um eqüilíbrio. Não é só de racionalidade que vive o homem, mas também de sentimentos, de envolvimento emocional e afetivo, coisa que é muito difícil de ser racionalizada (já que envolve a nossa essência biológica e evolutiva, nossos princípios cultivados culturalmente e uma realidade abstrata não palpável).
Sendo mais claro e objetivo, falta-me uma namorada.
Uma companheira de aventuras, que saiba ensinar e aprender.
Que admire e que eu consiga admirar.
Mas eis que surge o grande problema.
Dizem que namorada não se procura, que ela há de aparecer quando você menos espera.
Mas como eu posso não esperar por aquela única coisa que me falta?
Parece que volto assim à questão das práticas auto-destrutivas e segue pela lógica a minha auto-destruição na tentativa de não esperar aquilo que mais quero.
Um desperdício de vida seria aceitar essa lógica que me joga num ciclo vicioso de não-realizamento.
Então vamos analisar o que realmente significa a idéia de não se procurar por namoradas.
Penso eu que o motivo de tal repreendimento é pelo fato de que ao estarmos procurando, surge um filtro por nossa parte. Este filtro torna-nos um avaliador e examinador da possibilidade de uma pessoa do sexo oposto ser uma namorada, ou alguém interessante.
Uma pessoa interessante sendo aquela que já descrevi.
Sabe ensinar, aprender e admirar.
(É claro que meu interesse não se restringe ao lado subjetivo, não-físico. O físico é importante. Uma pessoa que não se cuida e não se ama deixa de ser atraente. Já que aparentemente é incapaz de amar a si mesmo a ponto de não cuidar-se com carinho é provável que tenha dificuldade em amar outras coisas e outras pessoas também, sendo amor um sentimento além daquele sentimento egoísta convencional que costuma ser mal-entendido como amor).
O triste é que ligando o tal filtro à procura de alguém interessante, descobrimos que estes são raros. E dentro desse grupo de raridade, mais raro ainda são aqueles que buscam o mesmo que você, que também sentem a falta do mesmo algo.
A solução a que chego então é que devo continuar procurando e me auto-destruindo quando a procura começar a exaurir minhas esperanças e motivações. A auto-destruição é nada mais do que uma renovação. Um recomeço para a contínua busca.
Chegando ao precipício da frustração, uso de tal práticas auto-destrutivas para que eu seja levado ao próximo terreno em que o inesperado me espera, seja esse outro precipício ou um fabuloso castelo.
Sally-D.
Tudo então se revela. A realidade literalmente levanta, vira as costas e vai embora. Sorri e acena com suas múltiplas faces e mãos antes de sair do foco de atenção.
O antropomorfismo aqui parece ser apenas uma analogia para que o entendimento seja facilitado.
Mas não o estou usando apenas como sendo a melhor forma de descrever o acontecido, como se faltassem palavras.
É fato que acho difícil achar as palavras certas, mas felizmente elas sempre aparecem.
A palavra "literalmente" foi usada ali por um bom motivo, não é mero adjunto de intensidade.
A praia, a areia, o mar e o céu, mostram-se como meros cenários.
Uma realidade dentro de outra realidade.
Tomo nas mãos a chave e enfio-a na fechadura.
Preciso apenas girá-la para que a porta abra violentamente.
Sou sugado para o outro lado.
O ambiente é tão diferente, mas ao mesmo tempo tão familiar, que já não lembro ou já não me importo mais com a existência da porta que ali me trouxe.
Cores vivas e bem definidas são características incontestáveis do exército de formas humanas que surge e transforma-se do que eu considerava absoluto e imutável.
Cada membro do exército parecia inteiramente coberto de tinta fresca, incluindo o rosto e suas roupas. Apenas uma cor para cada unidade do que me parecia ser um humano.
Eu sentia-me como sendo parte do exército, mas não estava acompanhando a marcha para o que me parecia ser um destino único. O fluxo de pessoas coloridas passava por mim enquanto eu apenas observava e tentava entender o que estava acontecendo.
Tentava-me comunicar, mas em vão.
Pareciam tão desentendidos quanto eu, porém não cessavam de acompanhar a correnteza.
O antropomorfismo aqui parece ser apenas uma analogia para que o entendimento seja facilitado.
Mas não o estou usando apenas como sendo a melhor forma de descrever o acontecido, como se faltassem palavras.
É fato que acho difícil achar as palavras certas, mas felizmente elas sempre aparecem.
A palavra "literalmente" foi usada ali por um bom motivo, não é mero adjunto de intensidade.
A praia, a areia, o mar e o céu, mostram-se como meros cenários.
Uma realidade dentro de outra realidade.
Tomo nas mãos a chave e enfio-a na fechadura.
Preciso apenas girá-la para que a porta abra violentamente.
Sou sugado para o outro lado.
O ambiente é tão diferente, mas ao mesmo tempo tão familiar, que já não lembro ou já não me importo mais com a existência da porta que ali me trouxe.
Cores vivas e bem definidas são características incontestáveis do exército de formas humanas que surge e transforma-se do que eu considerava absoluto e imutável.
Cada membro do exército parecia inteiramente coberto de tinta fresca, incluindo o rosto e suas roupas. Apenas uma cor para cada unidade do que me parecia ser um humano.
Eu sentia-me como sendo parte do exército, mas não estava acompanhando a marcha para o que me parecia ser um destino único. O fluxo de pessoas coloridas passava por mim enquanto eu apenas observava e tentava entender o que estava acontecendo.
Tentava-me comunicar, mas em vão.
Pareciam tão desentendidos quanto eu, porém não cessavam de acompanhar a correnteza.
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